Thor: Amor e Trovão - A Vergonha Absoluta do Gênero Super Heroico
Thor: Amor e Trovão. Lembro-me de quão empolgado eu estava por esse lançamento. Após Doutor Estranho no Multiverso da Loucura, que achei bom, esperava que esse filme estivesse melhor ou, ao menos, no mesmo nível. Ledo engano! Assistir quase duas horas dessa produção fajuta foi uma tortura, e desde então, tudo no UCM (Universo Cinematográfico da Marvel) parece pior ao meu olhar. Esse é o tipo de filme que me fez questionar se o gênero super herói estaria condenado a um fim horrível, e se isso ocorreria logo. Se continuar desse modo, é bem provável.
O verdadeiro problema deste filme se deve a um fator importante, que ao meu ver, é o problema de todos os últimos filmes do gênero: a fórmula lucrativa. Embora tenha dado certo até então fazer filmes cada vez mais bobos e leves, com piadas em vários momentos e cenas pós-crédito que levam os fãs assíduos aos cinemas, não há como não admitir que já deu! Até mesmo em filmes em que o humor já era comum, como Guardiões da Galáxia, há uma dose certa que faz o filme não perder seu ritmo. Em Thor Ragnarok, o caso era o mesmo, mas aqui não. Imaginando que a fórmula de "aventura boba+comédia+politicamente correto=sucesso de bilheteria", a Disney e Marvel Studios, junto com Taika Waititi (cujo trabalho, desde então, perdeu a beleza para mim) entregou o filme mais podre e ridículo que já assisti na minha vida.
O humor é insuportável: está em todo lugar, não importa o peso dramático da cena, sempre há uma piada ridícula que parece ter saído dos lábios de um tiozão solteiro de 53 anos. Até mesmo cenas que deveriam ter algum certo nível de "epicidade cafona", como o golpe final de Jane Foster (interpretada pela várias vezes aclamada Nicole Portman), agora a Thor, é simples e puramente cafona, brega, e insuportável. É um festival de vergonha alheia em que o espectador é o convidado.
O politicamente correto se dá principalmente pela forma forçada com a qual Jane é colocada como Thor no filme. Na verdade, não há sequer uma explicação válida para o porque o martelo de Thor, antes quebrado, agora teria se refeito sozinho apenas para transformar Jane em uma galega bombada de CGI que acaba superando o protagonista Thor, que como sabemos, é um homem heterossexual branco, algo que os militantes do cinema mais odeiam. Embora nas HQ's a ideia de uma Thor mulher seja igualmente forçada, ela é muito melhor conduzida, com um grande peso dramático recaindo sobre a Jane devido ao seu câncer, que só não foi alvo de piadas no filme porque nisso houve um bom senso. Além disso, o Korg, personagem que foi apresentado no Thor Ragnarok, e a Valquíria, ambos saem do armário, o que estaria de boa já que o mesmo ocorre nas HQ's, mas no filme, tudo é completamente forçado, e a intenção de apenas lucrar com minorias é óbvio- apesar de que, vendo a bilheteria desse filme, se vê que quem lacra não lucra.
Resumindo, o filme é um horror para ser evitado. Cafona, exaustivo e brega, é apenas um show de stand up com piadas de tiozão, de onde apenas alguns designs e as músicas se salvam. Creio que poucas (ou nenhuma) pessoa lerão esse blog, mas se lerem o que eu escrevi, não assistam esse filme. Vão me agradecer depois.

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